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quarta-feira, 4 de junho de 2014

APAE de Presidente Getúlio participa das competições do 10º PARAJASC



Entre os dias 26 e 31 de Maio, ocorreu em Chapecó, às competições do 10º PARAJASC. Com uma delegação de  quatorze atletas, sendo do município de Presidente Getúlio, Dona Emma, José Boiteux e Witmarsum (Arilson Cane,  Catiúcia Cristina Pinheiro, Daiane dos Santos, Divo Jose Sihorski, Ivone Sehnem, Laini Kelbert, Marciano Toretti,  Marli Kelbert, Hilda de Jesus, Rosângela Erhardt, Rosângela Pereira, Dionei Felipe Longen, Vitor Blanch Müller e Mateus Henrique Cunha), e três profissionais (Diego Talles Pavanello, Leandro Gustavo Schlup e Regina Marli Fuerbringer) da APAE de Presidente Getúlio, além do Diretor Desportivo Romeris  Reiner e Laércio Hoepers da CME estiveram representando o município, nas seguintes modalidades: Atletismo Feminino e Masculino DI, Tênis de Mesa DI Feminino e também Bocha Rafa DI Feminino e Masculino, entre outras modalidades. Mais de 2 mil atletas, representando 63 municípios, participaram das competições.

Obtivemos os seguintes resultados:

1º Lugar – 100mt Down – Marciano Torreti
1º Lugar – 200mt Down – Marciano Torreti
2º Lugar – Salto em Distância Down – Marciano Torreti
4º Lugar - Salto em Altura DI- Dionei Felipe Longen
(Quadro final de pontos na modalidade de Atletismo Masculino DI – 6º Lugar entre 63 municípios)

1º Lugar – 100mt Down – Rosângela Erhardt
2º Lugar – Lançamento de Disco Down – Rosângela Erhardt
5º Lugar- Arremesso de Peso  Down - Rosângela Erhardt
2º Lugar – 400mt  DI– Daiane dos Santos
2º Lugar – Salto em Altura DI  – Marli Kelbert
4º Lugar - 100 mt DI - Laine Kelbert
(Quadro final de pontos na modalidade de Atletismo Feminino DI – 1º Lugar- Campeão Geral do Atletismo Feminino entre 63 municípios)

Tênis de Mesa Feminino DI – Individual
12º Lugar – Catiúcia Cristina Pinheiro (18 municípios inscritos)

Bocha Rafa Feminino DI
21º Lugar –Hilda de Jesus, Ivone Sehnem e Rosângela Pereira (27 municípios)
Bocha Rafa Masculino DI
1º Lugar - Tri- Campeão Estadual  – Arilson Cane, Divo Jose Sihorski e Vitor B. Muller  (34 municípios)
 
Como já é de conhecimento das pessoas que acompanham nossa caminhada, e sabem o quanto é importante para nós às competições esportivas, pois é através delas que podemos provar toda a força e seriedade de nosso trabalho, e consequentemente oportunizamos nossos atletas a vivenciar experiências novas e únicas. Os resultados obtidos nessa decima edição é reflexo de muito esforço e trabalho entre atletas e profissionais, que não se abdicam de suas reais metas que são: competir, vencer e aprender que a diferença que faz somos nós mesmos.
Finalizamos citando Dale Carnegie que diz: “Acredite que você pode ser um sucesso, e você será”. Com essas palavras agradecemos aos atletas de Presidente Getúlio, José Booteiux e Witamrsun, aos profissionais acima citados que foram de suma importância para os títulos que alcançamos e nesse espaço não poderíamos deixar de mencionar aos amigos que nos emprestam as canchas de bocha e a pista de atletismo para treinarmos incansavelmente.
 




sexta-feira, 18 de abril de 2014

Pablo Piñeda: “Eu não quero ser a exceção que confirme nenhuma regra”



Diário Córdoba, na Espanha, publicou uma entrevista com Pablo Piñeda, primeira pessoa com síndrome de Down da Europa a conquistar o diploma universitário. Confira:

O QUE A CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN PRECISA PARA DESENVOLVER TODO O SEU POTENCIAL NA ESCOLA?
Em primeiro lugar, que os pais e professores confiem nela. E então ela tem que ser muito estimulada, de forma constante e com paciência, porque às vezes nós não entendemos as coisas de primeira. E outra coisa importante é que não vale a pena ficar agoniado se preocupando com o futuro , quando o filho estiver sozinho, mas concentrar-se no presente.

COMO VOCÊ FOI TRATADO NA ESCOLA?
Bem, falamos de uma outra época. Trinta anos atrás eu causei uma revolução porque fui a primeira criança com síndrome de Down a estar numa turma comum e muitos professores mais velhos ficaram relutantes, mas acabei me sentindo feliz, especialmente por estar cercado por outras crianças.
As crianças podem ser muito cruéis com quem é diferente, certo?
Eu discordo . Uma criança vê uma outra e a primeira coisa que faz, naturalmente, é se aproximar para brincar. A crueldade vem dos adultos que lhes ensinam. Lembro-me apenas de uma criança que se metia comigo, Rogelio, que por sinal era muito feio, mas eu não tive nenhum problema porque as crianças da minha turma correram para me defender.

COMO FOI SUA ADOLESCÊNCIA?
Feliz. Eu sempre gostei das coisas . Não fui nada rebelde, era bom, obediente e estudioso… É que eu não sei me chatear. Me custa horrores.

VOCÊ JÁ SE SENTIU SUPERPROTEGIDO POR SEUS PAIS?
Nunca. Somos quatro irmãos e sendo uma família grande não podiam me superproteger, que é a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa com síndrome de Down. Eu sempre recomendo às famílias que ofereçam desafios, e não torne seus filhos dependentes.

VOCÊ ESTUDOU ENSINO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, O PRIMEIRO EUROPEU COM SÍNDROME DE DOWN A TER O TÍTULO. POR QUE QUIS SER PROFESSOR?
Quando era criança eu queria ser jornalista ou advogado, mas um professor meu, em Málaga , Miguel Lopez Melero, me incentivou a fazer magistério porque ele pensou que eu poderia ser um bom professor. Gosto muito de criança (adoro “The Voice Kids “) e sei como chegar ao seu nível, consigo falar a língua deles.

FOI DIFÍCIL A FACULDADE?
É mais difícil provar que você pode fazer faculdade do que fazê-la. Há sempre alguém que não acredita em você, mas o tempo passa e essas mesmas pessoas pensam: “Olha, mas esse parecia bobo”.

VOCÊ SE CONSIDERA UMA EXCEÇÃO?
A excepcionalidade em mim não sou eu, mas o que que estava à minha volta, a estimulação e a confiança que tive da minha família, meus amigos … eu não sou nem quero ser a exceção que confirme nenhuma regra. Querer é poder, e as coisas se conseguem lutando até a morte por elas.

VOCÊ TAMBÉM FEZ UM FILME, EU TAMBÉM, E GANHOU A CONCHA DE PRATA POR ELE, MAS NÃO O VIMOS NOVAMENTE NA TELA GRANDE.
Bom, um ator com síndrome de Down só pode fazer um papel, de uma pessoa com síndrome de Down, e eu já tinha chegado ao máximo com esse personagem. Tive uma intuição de que poderiam me rotular e cortei minhas próprias asinhas. Aproveitei muito a experiência e me dei por satisfeito.

SENDO TÃO FAMOSOS, JÁ DEVE TER TIDO MUITAS NAMORADAS.
Eu tenho muitas fãs que gritam Lindo! quando vou a algum festival, mas a síndrome de Down pesa mais do que a fama.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ATUALMENTE?
Trabalho para a Fundação Adecco , faço palestras nas empresas sobre a inclusão no mercado de trabalho.

                                                                         Pablo Piñeda
                                                              Crédito da foto: Agustí Catalán

 Fonte: Diario Córdoba
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segunda-feira, 31 de março de 2014

Outro olhar

Tire as vendas e abra os olhos, perceba quem é a pessoa que está do seu lado.
 
      Muitas vezes o chamamos de autista, síndrome de down, deficiente, mas ele tem nome, sobrenome e história de vida.  Ele, assim como nós, chora, sofre, sente alegria e tristeza; Assim como nós, ele tem capacidade, dificuldade e potencialidade; Assim como nós, ele luta pelo simples fato de querer viver!  Diferente de nós, eles são eles mesmos, não se escondem atrás de uma roupa fina, ou de um disfarce de maquiagem para mostrar que estão dentro dos padrões ditos normais da sociedade.   Neste mundo a lugar para todos. E sobram espaços para depositar o afeto. A sociedade é carente do toque humano, do abraço, do aperto de mão, da solidariedade, do andar descalço e restam infinitas possibilidades para incluir o amor, para agradecer e perdoar. A diferença move o mundo. E por que não o preconceito?? É preciso outro olhar. Olhar por outro ângulo. O diferente pede licença!  “Ei! Eu estou aqui! Preciso ser visto, compreendido e quem sabe te ajudar a sentir a verdadeira felicidade da vida”.
      Há 52 anos a Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – é uma entidade de referência no Brasil no atendimento integral a pessoa com deficiência e na luta pelos seus direitos. Devido a tanta experiência e dedicação a marca Apae se fortaleceu e tornou-se uma rede presente em 2 mil municípios e 26 estados brasileiros. É por causa de tanto trabalho e afeto que o nome Apae possui valores que só o tempo e muito empenho podem atribuir a uma marca. E é de fundamental importância que a percepção que a sociedade tem desse  trabalho seja sempre renovada. Há 40 anos, a Apae de Presidente Getúlio vem fazendo um trabalho de excelência e alunos e familiares junto com a instituição têm muito o que comemorar.
Texto: Juliana Fusinato Eichenberg  e Crislene Roberta